O Brasil se destaca como um dos maiores produtores mundiais de alimentos, graças ao clima, ambiente favorável e implantação de novas tecnologias às lavouras de produção. No entanto, produzir alimentos não é fácil, pois existem uma série de fatores econômicos e ambientais envolvidos nesse complexo sistema de produção.

Estudos mostram que as pragas causam perdas na agricultura brasileira de até R$ 55 bilhões ao ano, com impacto e redução na produção agrícola mundial de 30% a 40%.

Para auxiliar o produtor rural neste problema, o Curso de Pós-graduação em Proteção de Plantas da Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba) conta com um completo time de professores, entre eles o Dr. Jacob Crosariol Netto, pesquisador do Instituto Mato-grossense do Algodão e professor responsável pela disciplina de Manejo Integrado de Insetos Pragas que explica sua importância.

“Um dos fatores que podem influenciar diretamente na produção é a presença de pragas e doenças, que quando não são controladas ou controladas de forma inadequada, podem reduzir de forma direta ou implicar em custos adicionais, reduzindo a margem de lucro e trazendo prejuízo econômico ao produtor”, explica Crosariol.

De acordo com o Prof. Jacob Crosariol, uma decisão errada pode desencadear uma série de fatores como, por exemplo, crescimento populacional da praga, eliminação de agentes benéficos do sistema, surtos de pragas secundárias, entre outros.

Por isso toda a base de programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP) deve ser composta pelo conhecimento amplo das espécies (taxonomia), métodos de amostragem, níveis de controle, aspectos ambientais e as interações ecológicas dessa entomofauna. A partir daí entram as técnicas de manejo, que envolvem o uso correto de inseticidas, controle biológico, plantas transgênicas e/ou resistentes, uso de feromônios e quais as manipulações que vão ser realizadas nesse ambiente a fim de favorecer a entomofauna benéfica e desfavorecer as pragas.

“Há a necessidade de um bom profissional em se manter sempre atualizado e atento às novas ferramentas e tecnologias, que podem vir a contribuir para a implementação e realização de um bom programa de Manejo Integrado de Pragas”, finaliza o professor Jacob Crosariol.

Fonte: Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba)