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Setor de implementos rodoviários ainda não apresentam recuperação
Volume de vendas reflete que aquecimento da economia ainda não chegou ao setor.
 
Henrique Pátria
 
Segundo palavras de Alcides Braga, presidente da ANFIR- Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários “Gradualmente a economia está sendo retomada como mostra o desempenho do nosso setor, no entanto em um momento como o atual faz falta a ação do BNDES dando suporte à indústria e desempenhando seu papel histórico de parceiro dos setores produtores”.
O volume de implementos rodoviários emplacados de janeiro a julho de 2017 está 17,95% abaixo do total vendido ao mercado no mesmo período do ano passado. A indústria entregou 30,712 unidades ante 37.430 produtos. As vendas de implementos rodoviários são um dos termômetros do desempenho do País porque o seu crescimento demonstra que a utilização de transportes rodoviários está se robustecendo e dando vazão a produção.
O presidente da entidade diz que o ritmo dos negócios poderia ser mais elevado se houvesse uma política de incentivo para a recuperação da economia. “Em um momento como o atual faz falta a ação do BNDES dando suporte à indústria e desempenhando seu papel histórico de parceiro dos setores produtores”, afirma.
Desempenho por segmento. O mercado de Reboques e Semirreboques apresentou queda de 12,19% de janeiro a julho de 2017. No período foram emplacados 12.912 produtos ante 14.704 no mesmo período do ano passado, com cinco segmentos apresentando variação positiva: Baú Carga Geral, Transporte de Toras, Bau Frigorífico, Bau Lonado e Tanque Alumínio.
No mercado Carroceria sobre Chassis a retração foi de 21,68%. De janeiro a julho de 2017 foram emplacados 17.800 produtos contra 22.726 no mesmo período de 2016. “A recuperação no mercado urbano ainda deve demorar porque depende do aumento de consumo nas cidades”, explica Mario Rinaldi, diretor Executivo da ANFIR.
O segundo semestre historicamente costuma apresentar números de vendas mais elevados. Este ano, lembra o executivo, o setor contará com a realização da maior feira de transporte de carga da América Latina, a Fenatran. “A feira é um momento importante porque permite às empresas se aproximarem mais de seus principais clientes em alguns casos, isso pode resultar em mais negócios realizados”, diz Rinaldi.