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Tendo como tema central 0 Anda: Meio Século de Estímulo à Produtividade Sustentável, a entidade realizou-se nos dias 29 e 30 de agosto, em São Paulo, o 7º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, que contou na sua inauguração com a presença do governador do estado Geraldo Alckmin. Em seu pronunciamento ressaltou a importância dos fertilizantes para a evolução do agronegócio nacional e para o atual protagonismo no fornecimento de alimentos no mundo. “O corpo humano renova suas células periodicamente e essa renovação se faz pelo DNA, pelo ar e, principalmente, pelos nutrientes. Isso significa que não há saúde se não tiver alimentos de qualidade, fruto de um solo e de um manejo adequados. Ou seja, sem agricultura não há saúde”, ponderou. Também participaram da solenidade de abertura o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, e o secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim.
 
Após os protocolos de abertura onde o governador também ressaltou a importância da entidade que está comemorando 50 anos de atuação no setor dos defensivos agrícolas, foi realizada a palestra inicial denominada Desenvolvimento do Setor de Fertilizantes Global nos Últimos 50 Anos e Perspectivas de Oferta e Demanda Para os Próximos Anos, proferida por Charlote Hebebrand, diretora geral da International Fertilizer Association (IFA). Em seguida, o diretor do Centro de Solos e Recursos Ambientais do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Heitor Cantarella falou sobre Fertilizantes, Sustentabilidade e Nutrientes para a Vida no Brasil.
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Segundo os dados divulgados a demanda por fertilizantes no mundo deve chegar a quase 200 milhões de toneladas em 2021, segundo dados da Associação Internacional de Fertilizantes (IFA), o que significa um crescimento de cerca de 1,5% ao ano, a partir deste ano. Atualmente, essa demanda está em torno de 182 milhões de toneladas.
Segundo Charlote Hebebrand, diretora geral da IFA, esse média percentual de crescimento representa uma queda em comparação a períodos similares. “Isso ocorre por alguns fatores, entre os quais, estão a evolução tecnológica da indústria para produção dos fertilizantes, a aplicação mais eficiente por parte dos agricultores e uma reciclagem mais intensa, principalmente, em países europeus”, disse. Em termos de nutrientes, a entidade estima que o Potássio terá um maior crescimento, com cerca de 2,1% ao ano, seguido pelo Fosfato, com 1,5% e o Nitrogênio, com 1,2%.
Em sua apresentação, Charlote ainda mostrou as regiões que terão mais influência nesse aumento da demanda no período, sendo a primeira, a América Latina e o Caribe, seguida pelo Sul e Leste da Ásia e pela África. Já no quesito de crescimento percentual, a África deve liderar a expansão, com Europa Oriental e Ásia Central e América Latina e Caribe, na sequência. “O que faz a África e a América Latina estarem entre as principais regiões é a área plantável”.
A diretora geral da IFA ressalta, no caso do Brasil, que ainda há a questão do crescimento constante da safra, de culturas como milho e da cana, e o posicionamento do país como um dos principais exportadores de diversas culturas do mundo. “A importância da agricultura brasileira não é apenas para alimentar o Brasil, mas todo o mundo”, explicou.
Para o Carlos Henrique Heredia, presidente do Conselho de Administração da ANDA, os fertilizantes têm sido protagonistas no desenvolvimento do agronegócio no Brasil. “Ao longo dos 50 anos de atividades, temos trabalhado para difundir o fertilizante e assegurar o conhecimento desse insumo tão importante para alcançar os resultados que temos hoje, em termos de produtividade, sustentabilidade e segurança”, afirmou durante a abertura do 6º Congresso Brasileiro de Fertilizantes.